terça-feira, 13 de julho de 2010

TV: Jô Soares entrevista José Maria Moraes e Silva e Ricardo Stuber 12/07/2010

No programa de segunda-feira (12/7) apresentado na Rede Globo, Jô Soares entrevistou José Maria Moraes e Silva e Ricardo Stuber - José Maria é vice presidente e Ricardo o diretor de relações internacionais dos escoteiros do Brasil Eles falaram sobre os 100 anos do Movimento Escoteiro no Brasil. Para assistir clique nos links abaixo:
parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=N_cHRriPEPc
parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=tZlGelUO42I

sábado, 3 de julho de 2010

TV - Adriana Birolli recebe homenagem de escoteiros

A atriz Adriana Boiroli foi recebida pelos Escoteiros do Rio de Janeiro. O programa Video Show da Rede Globo registrou o encontro e o desafio enfrentado pela ilustre integrante do movimento. Confira o vídeo no link abaixo
http://www.escoteiros.org.br/noticias/noticia_detalhe.php?id=62

terça-feira, 29 de junho de 2010

Notícia - Escoteira desde os 6 anos Adriana Birolli escala paredão no Rio



Pouca gente sabe, mas Adriana Birolli, a Isabel de "Viver a vida", é escoteira desde pequena. A atriz, de 23 anos, ingressou no escotismo aos 6, como lobinha, por influência da mãe, Rosita, e do avô, Carlos, também escoteiros. Ela participou das comemorações pelo centenário do escotismo no Brasil, no Rio, e recebeu a maior honraria nacional por sua história na organização.- Logo que virei lobinha, eu me apaixonei pelo escotismo e nunca mais saí - conta Adriana. - Tirei a graduação máxima e só não virei chefe porque tive de me afastar há três anos, por causa da carreira de atriz.Em cartaz em São Paulo com a peça "Manual prático da mulher desesperada", Adriana veio ao Rio somente para receber a condecoração. Fez a saudação escoteira, foi cercada por mais de três mil crianças que estavam no evento e até subiu num paredão de escalada.

Notícia: Escoteiras de Passo Fundo recebem Lis de Ouro

O grupo escoteiro Guaranis entregou três distintivos especiais Lis de Ouro às escoteiras Júlia Silveira Sobiesiak, Débora Iarcheski e Cassia Maria Ávila da Fonseca
Texto:
A conquista é um momento marcante na vida do jovem escoteiro, pois significa o nível máximo dentro de sua faixa etária, com recomendações especiais dos chefes escoteiros e dos colegas da seção. Para tanto, conquistou várias distinções, entre elas diferentes especialidades e a insígnia mundial do conservacionismo. Além disso, desenvolveu um projeto voltado às necessidades de uma comunidade próxima, podendo estar ligada às áreas de ciência e tecnologia, saúde e meio ambiente, cultura e artes ou paz e compreensão.
As escoteiras Cassia e Júlia desenvolveram o projeto intitulado O exercício da leitura e a juventude, com o objetivo de incentivar a leitura entre os jovens e destacar sua importância na formação do caráter. Já a escoteira Débora realizou um projeto que visa dar destino ecologicamente correto e rentável ao óleo de cozinha, intitulado Coleta de óleo usado.A diretora presidente do grupo Guaranis, Geni Zulian, destacou na oportunidade da entrega que os últimos dois anos tem sido muito especiais para o grupo, "além de ter a satisfação de ver oito jovens recebendo distintivos especiais concedidos pela União dos Escoteiros do Brasil, o grupo conquistou em 2010 a Certificação de Grupo Padrão Grau Ouro", ressaltou Geni. Essa certificação é um prêmio de reconhecimento anual para os grupos escoteiros que alcançam um padrão mínimo de qualidade nas áreas de administração, crescimento de efetivo, formação de adultos, aplicação do método escoteiro, participação na comunidade, divulgação do movimento escoteiro e realização de atividades.
Fonte: O Nacional - 29 de junho de 2010.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Imprensa - Adriana Birolli: "Uma vez escoteira, sempre escoteira"




Adriana Birolli que interpretou a personagem Isabel na novela Viver a Vida na Rede Globo, faz parte do Movimento Escoteiro desde seus 6 anos e atua como atriz desde seus 8 anos.
Curitibana e participante do Grupo Escoteiro Santa Maria - 72/PR, soube da sua aprovação para a novela de Manoel Carlos enquanto participava do Jamboree Mundial na Inglaterra.
Assista no link abaixo (site da UEB/RJ) a Entrevista completa no Programa Jô Soares, no qual a atriz relata sua vivência no movimento escoteiro.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

História do Escotismo no Brasil - parte I

Chegada ao Brasil
A primeira notícia sobre o Escotismo publicada no Brasil foi no dia 1º de dezembro de 1909, no número 13 da revista Ilustração Brasileira editada no Distrito Federal, no Rio de Janeiro, e com circulação nacional. A reportagem tinha o título : Scouts e a Arte de Scrutar; ocupava três páginas e apresentava 7 fotografias. A matéria fora preparada na Inglaterra pelo 1º Tenente da Marinha de Guerra Eduardo Henrique Weaver, onde se encontrava a serviço. Teve, assim, a oportunidade de presenciar o nascimento do Movimento Escoteiro – Scouting for Boys, criado em 1907 pelo General Inglês Baden-Powell – B. P. Na época, juntamente com o Tenente Weaver, encontrava-se na Inglaterra numeroso contigente de Oficiais e Praças da Marinha – preparava-se para guarnecer os novos navios da esquadra brasileira em construção. Um grupo de suboficiais de entusiasmou com o revolucionário método de educação complementar imaginado por B-P. Entre eles estava o Suboficial Amélio Azevedo Marques que fez com que seu filho Aurélio ingressasse em um dos Grupos Escoteiros locais. Assim, o jovem Aurélio Azevedo Marques foi o primeiro Escoteiro Brasileiro ou, mais precisamente, o primeiro Boy Scout brasileiro.
Quando da vinda para o Brasil, os militares trouxeram consigo uniformes escoteiros ingleses, no valor de trinta libras esterlinas. O Encouraçado "Minas Gerais", navio onde estava embarcada a maioria dos militares interessados em trazer para o Brasil o Movimento Escoteiro, chegou ao Rio de Janeiro em 17 de abril de 1910. No dia 14 de junho do mesmo ano, na casa número 13 da Rua do Chichorro no Catumbi, Rio de Janeiro, reuniram-se, formalmente, todos interessados pelo escotismo e embarcados nos navios que haviam chegado ao Brasil. Naquele local foi oficialmente fundado o Centro de boys Scouts do Brasil. O evento foi informado aos jornais, os quais publicaram a carta recebida da Comissão Diretora. A correspondência enviada começava nos seguintes termos: À imprensa desta capital, brilhante e poderoso fator de progresso, campeã de todas as idéias nobres, vem o Centro de Boys Scouts do Brasil, solicitar o auxílio de sua boa vontade, o esteio de que necessita para que em todos os lares brasileiros penetre o conhecimento do quanto à Pátria pode ser útil a instrução dos Boys Scouts. Anexo a comunicação foi enviado documento que descrevia as Bases do Centro de Boys Scouts do Brasil que assim começava:

1º - fica nesta data instituída uma sociedade de instrução, diversões e esportes para meninos, semelhante em tudo que for possível a dos "Boys Scouts" da Inglaterra.

O tomo I – 1910 – 1924 Os primórdios do Escotismo do Brasil da história do Escotismo Brasileiro, de autoria do Almirante Bernard David Blower, editado pelo Centro Cultural do Movimento Escoteiro em 1994, é a publicação de referência para a obtenção de informações mais complexas sobre este assunto que está sendo abordado de maneira sucinta. Do mencionado livro, ao final do capítulo II – Introdução no Brasil, transcreve-se: infelizmente, por diversas razões, a existência do Centro (referindo-se ao Centro de Boys Scouts do Brasil) foi efêmera; entre essas razões estavam o fato que de os dirigentes do Centro viajavam constantemente e mesmo por terem alguns sido transferidos para unidades fora do Rio de Janeiro, além da falta de conhecimento do pais sobre o alcance da novel instituição concorrendo para a freqüente ausência de seus filhos às atividades escoteiras de campo. Segundo informações, já em 1914 não mais existia o Centro. E mais adiante: No entanto, a semente lançada ainda daria fruto como demostra o capítulo IV.

História do Escotismo no Brasil - parte II

II – Scout – Escoteiro; Boys Scouts – Escoteirismo, Escotismo?

Sem dúvida, os brasileiros que se encontravam na Inglaterra ao final da primeira década deste século tiveram dificuldades para traduzir os termos ingleses "Scout" e "Scouting for Boys" adotados por B-P quando criou o novo método educacional. O tenente Weaver procurou encontrar, no vasto vocabulário da língua portuguesa, palavras que tivessem o mesmo significado; optou pela linguagem escorreita, e empregou o verbo escrutar, que significa: "sondar, examinar a fundo os corações, a consciência, prescutar, fazer o possível para entrar no perfeito conhecimento das coisas; procurar descobrir o que é oculto, encoberto; indagar". A origem é latina, de "scrutare". Usou a grafia scrutar, vocábulo cujas iniciais são as mesmas do scout / scouting. Já os Suboficiais, que haviam tomado a decisão de concretizar a implantação do método criado por Baden-Powell tão logo chegasse ao Brasil, não se preocuparam em criar uma nova palavra e usaram o termo em inglês ao designarem a instituição que fundaram no Brasil. Na Itália, a versão do "Scouting for Boys" foi "Scoutismo". Na maioria dos países de língua espanhola são usados vocábulos ingleses. Em Portugal é usado o termo Escuta. No Brasil, os vocábulos Escoteiro e Escotismo, com os mesmo significados das palavras adotadas por B-P na sai língua, surgiram em 1914, quando da Fundação Brasileira de Escoteiros – ABE, em São Paulo como será apresentado no item IV. Só mais tarde os dicionários brasileiros acrescentaram, no verbete Escoteiro, o significado: membro de associação de meninos ou adolescentes organizada segundo o sistema de Baden-Powell. Até então, escoteiro era quem viajava livre, desembaraçado, sem comitiva, sem bagagem; e escotismo era a doutrina de Escoto, teólogo da doutrina de São Tomaz. Ao final da década de 10, sob alegação de natureza semântica, foi também adotado o termo Escoterismo, que caiu em desuso pouco mais tarde.
Surpreendentemente, no Brasil ainda ocorre a impropriedade na tradução das palavras scout e scouting usadas por Baden-Powell, no tempo em que servia no Exército Inglês. Na linguagem militar, o esclarecedor (em inglês o scout) é o observador, o batedor, a quem cabe a difícil tarefa de esclarecer (scouting for boys) penetrando no território inimigo, sem ser percebido, para colher informações úteis ao planejamento das operações. Assim, traduzi-los por escoteiros ou escotismo, resultará no disparate de se produzir o termo Escotismo Militar!